Política – Luckow's Blog https://www.luckow.com.br/blog - Marcos Antonio Luckow Wed, 02 Nov 2016 21:23:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.1.19 Como funciona o Brasil? https://www.luckow.com.br/blog/?p=776 https://www.luckow.com.br/blog/?p=776#respond Mon, 24 Sep 2012 11:53:11 +0000 http://www.luckow.com.br/blog/?p=776 Como funciona o Brasil? (O poder de seu voto!)

Texto extraído do vídeo em www.politicos.org.br

Vamos supor que uma empresa gasta R$ 6.000,00 por mês para contratar você. Isto é a soma do seu salário de R$ 4.000,00, mais os R$ 2.000,00 de encargos que a empresa tem que pagar. Depois dos encargos que a empresa paga, vem o desconto de impostos que abatem do seu salário: entre IR, INSS, Contribuição Sindical e outros, mais R$ 1.200,00 do seu dinheiro vai para o governo. Por enquanto, dos R$ 6.000,00 que a empresa gastou com você, menos da metade (R$ 2.800,00) foi para sua conta e o resto foi para o governo.

Agora, você precisa comprar coisas para sustentar a sua família, certo? Comida, conta de luz, roupas, gasolina e outros. Você sabia que todas essas coisas têm imposto embutido no preço? Quando você compra uma TV, mais de 50% do preço é imposto; luz elétrica, 70% é imposto; gasolina, 60% é imposto. Na média, sempre que você comprar alguma coisa, 50% é imposto.

Voltando então para o seu caso: você tinha recebido cerca de R$ 2.800,00 na conta, certo? Depois de gastar este dinheiro com as compras, nada menos do que R$ 1.400,00, ou seja, 50% foi para o governo na forma de impostos embutidos nos produtos. Se não fossem os impostos, você teria comprado o dobro das coisas.

Resumindo a história, a empresa gastou R$ 6.000,00 com você. Deste total, você conseguiu comprar produtos e serviços no valor real de apenas R$ 1.400,00. Ou seja, você ficou com apenas 23% do valor que produziu com seu trabalho duro. E o Governo levou 77% sem fazer nada! Isto é repetido dezenas de dezenas de milhões de vezes com cada brasileiro produtivo. É uma montanha imensa de recursos que sai do bolso de quem produz e vai para o governo.

E o que acontece com todo este dinheiro? Será que os cidadãos recebem de volta alguma coisa que vale a pena? Infelizmente nós sabemos que não. Uma parte enorme do dinheiro é roubada. Quadrilhas inteiras de políticos, funcionários públicos, juízes, passando a mão no dinheiro. Obras super faturadas, mensalão, parentes ganhando salários de marajá, fazendo a festa com seu dinheiro. Outra parte do dinheiro é desperdiçada. Um governo com gente demais, com burocracia demais, gastos demais e resultados de menos. A população que produz no Brasil está sendo massacrada por impostos altos e governo ruim.

Como resolver o problema? Para consertar o Brasil é preciso consertar o governo brasileiro. Isto exige que os políticos votem leis boas. É possível conseguir isto deles? Uns falam em fazer manifestações de rua, passeatas, pressionar os políticos. Isto tudo é muito bonito, mas na prática não vai funcionar. Político não liga para manifestações nem cartas. Eles sabem que as pessoas esquecem rápido. Político só quer saber de uma coisa. Você está pensando na palavra “roubar”, né? Pode até ser, mas para isto ele precisa de uma coisa que ele não consegue sozinho e só você pode dar isto para ele: político precisa de voto! Mesmo o mais bandido dos bandidões precisa que votem nele para se eleger. Político sem voto é igual a mato sem água: seca e morre. Mesmo que tenham poucos políticos que valham a pena, se você regar esses aí, regar muito mesmo, eles irão crescer, ficar mais importantes e virão outros.

Demora um pouco, mas não tem outro jeito: a única forma de consertar o Brasil é eu, você, todo mundo votar nos bons políticos e parar de votar nos ruins. Simples assim! Você não precisa levantar um dedo nem sair da sua rotina atual. Problema disso é… como escolher? Como saber, no meio daquele monte de caras sorridentes, quais são os honestos e quais são os bandidos. Para ajudar nesta escolha, criamos o ranking dos políticos. É uma ferramenta para ajudar na decisão de voto. O ranking junta dados de políticos do Brasil todo. Olhamos se o político falta muito ou comparece ao trabalho; olhamos se ele está envolvido em escândalos de corrupção; olhamos se ele vota leis boas ou só pede mais verbas e gastos. Cada fator tem uma pontuação e com isto construímos o ranking. O ranking ordena os políticos do melhor para o pior. Ordena também por Estado ou cidade, para ficar mais fácil você escolher.

Essa iniciativa não pertence a nenhum partido ou grupo de interesse. Nosso objetivo é ajudar as pessoas a votar melhor. Se juntarmos milhões de cidadãos, votarmos nos bons e pararmos de votar nos ruins, colocaremos os bandidos da política para fora. E ajudaremos o Brasil a melhorar. Divulgue o ranking para todos os seus conhecidos para que passemos votar melhor. www.politicos.org.br

 

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O salário mínimo: trabalho de 50 anos para 1 ano do salário dos deputados https://www.luckow.com.br/blog/?p=531 https://www.luckow.com.br/blog/?p=531#respond Fri, 18 Feb 2011 22:03:23 +0000 http://www.luckow.com.br/blog/?p=531 Edson Sardinha


O trabalhador que ganha um salário mínimo por mês terá de trabalhar mais de meio século de vida, sem gastar um centavo, para amealhar o que recebem em apenas um ano os deputados que aprovaram o mínimo de R$ 545,00 anteontem (16/02). Mais precisamente 56 anos, o mesmo tempo de vida pública que tem o mais antigo dos congressistas, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Ao longo do ano, os parlamentares recebem 15 salários de R$ 26,7 mil, ou seja, um montante de R$ 400,5 mil. A conta dos assalariados de baixa renda é bem mais modesta. Caso a proposta do governo seja confirmada pelo Senado, serão 13 salários de R$ 545: apenas R$ 7.085 anuais. Em tese, uma diferença que só poderia ser alcançada em 2067. Além do salário, os congressistas têm direito ainda a uma série de benefícios, como passagens aéreas, auxílio-moradia ou apartamento funcional e ressarcimento por despesas relacionadas ao mandato.

Quando se compara o mínimo proposto aos vencimentos mensais dos parlamentares, a distância é literalmente olímpica. Quatro anos, o intervalo de uma edição dos Jogos Olímpicos para outra, ou de uma Copa do Mundo, esse é o tempo necessário para que alguém que ganhe o piso de R$ 545 acumule os R$ 26,7 mil recebidos mensalmente por deputados, senadores, pela presidenta Dilma Rousseff, pelo vice Michel Temer e por seus 37 ministros. Detalhe: nesse período, o assalariado não poderia gastar um centavo.

Com os R$ 545 propostos pelo governo, o brasileiro que sobrevive com o piso salarial terá de trabalhar 49 meses para alcançar a renda mensal dos congressistas e da cúpula do Executivo. Se o trabalhador tiver carteira assinada, poderá atingir a cifra em três anos e dez meses de trabalho, considerando-se os 13 salários anuais.

Se fosse contemplada a proposta das centrais sindicais, de R$ 560, a distância salarial entre parlamentares e assalariados de baixa renda seria um pouco menor. O trabalhador teria de suar 55 anos para alcançar o montante anual dos congressistas ou três anos e nove meses para chegar aos R$ 26,7 mil mensais.

Caso os tucanos consigam emplacar no Senado o mínimo de R$ 600, objeto de emenda rejeitada pelos deputados, seriam necessários três anos e meio de trabalho para quem ganha um salário mínimo juntar o salário mensal de um parlamentar, presidente da República ou ministro de Estado. Ou 51 anos de trabalho para alcançar o rendimento anual dessas autoridades. Com os R$ 700 propostos pelo Psol, que nem sequer chegaram a ser discutidos, a distância seria reduzida, respectivamente, a três e 44 anos.

Bolso cheio, boca calada

No dia 15 de dezembro do ano passado, os parlamentares aprovaram a toque de caixa uma proposta que elevou em 62% seus salários. Para Dilma, Temer e seus ministros, o aumento superou os 100%.

Como mostrou o Congresso em Foco, apenas quatro dos 395 deputados presentes na sessão que resultou na elevação dos vencimentos dos congressistas de R$ 16,5 mil para R$ 26,7 mil registraram voto contrário. O aumento foi aprovado por uma maioria silenciosa: somente 11 deputados se dispuseram a usar o microfone para defender o aumento. Entre eles, apenas Sérgio Moraes (PTB-RS), aquele que disse “se lixar para a opinião pública”, votou agora a favor do mínimo de R$ 560.

Nos discursos de 15 de dezembro, houve de tudo um pouco: de deputado envergonhado com a magreza do seu contracheque a deputado lamentando passar cinco meses do ano “sem fazer absolutamente nada”. De deputado querendo ganhar quase o dobro dos R$ 26,7 mil aprovados a deputado querendo que o contribuinte garantisse sua “independência financeira”.

VOTAÇÃO DO MÍNIMO
Salário mínimo vigente: R$ 540
PROPOSTAS EM DISCUSSÃO
— Governo: R$ 545 (só reposição da inflação)
— Centrais: R$ 560 (inflação e mais 3%. Valor a mais seria antecipado do aumento de 2012)
— DEM: R$ 560 (sem antecipação do aumento de 2012)
— PSDB: R$ 600 (valor defendido por José Serra na campanha eleitoral)
— Psol: R$ 700 (emenda que não chegou a ser votada)

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O Brasil é o recordista de notícias censuradas no Google https://www.luckow.com.br/blog/?p=519 https://www.luckow.com.br/blog/?p=519#respond Wed, 16 Feb 2011 20:29:09 +0000 http://www.luckow.com.br/blog/?p=519 Fonte: veja.abril.com.br

No primeiro semestre de 2010, o Google foi obrigado por autoridades brasileiras a retirar do ar 398 textos jornalísticos – recorde mundial para o período, e o dobro do número ostentado pelo segundo colocado na lista, a Líbia, uma ditadura. O dado consta do relatório do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), divulgado nesta terça-feira, em São Paulo. Os dados também mostram que, às vésperas das eleições 2010, juízes brasileiros emitiram 21 ordens de censura, segundo pesquisa realizada pelo Centro Knight para o Jornalismo, do Texas (EUA). Os números chocam, mas não surpreendem. Afinal, o Brasil vem alimentando o mau hábito de manter algum tipo de controle sobre a circulação de ideias – prática que fere a liberdade de expressão também na internet.

“Esse quadro mostra que a censura e a autocensura, que vem junto, estão atingindo níveis muito sérios no Brasil”, disse Carlos Lauria, coordenador do CPJ, que veio ao país apresentar o levantamento Ataques à Imprensa em 2010, segundo a Agência Estado. Ele apresentou ainda texto sobre a situação da imprensa na América Latina. A censura ao jornal O Estado de S. Paulo, que nesta quarta-feira chega ao 565º dia, é o destaque do levantamento. “É espantoso que, num país como o Brasil, um dos maiores jornais seja proibido de noticiar um grande escândalo, que envolve figuras políticas conhecidas. Não consigo imaginar o Washington Postsendo proibido de publicar algo sobre um ex-presidente americano”, disse ele.

O alerta sobre a censura na rede é oportuno. Está nas mãos do governo o projeto que prevê o estabelecimento do Marco Civil da internet, que pretende disciplinar a rede, prevendo direitos e deveres de cidadãos, provedores de acesso e Justiça. Como mostrou reportagem de VEJA, não contramão da via democrática, o texto prevê que seja oficializada a prática judicial brasileira de retirar do ar conteúdos supostamente ofensivos a terceiros. Para isso, basta um pedido à Justiça. Seria, assim, mantida a tradição nacional de manter algum tipo de controle de opinião. Em outras palavras: embora a publicação de qualquer conteúdo esteja salvaguardada pela Constituição, o que afasta a censura prévia, a Justiça manteria a prerrogativa de determinar a retirada de textos, fotos, vídeos e outras formas de expressão da rede – o que configura controle posterior.

Enquanto o Marco Civil não vem, os juízes se apoiam no Código Civil para retirar um conteúdo de circulação. O trecho da lei prevê que “(…) a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade (…).”

A situação é bem diferente em nações com ampla tradição de garantia à livre circulação de ideias. É o caso dos Estados Unidos, insuspeitos quanto à aversão à censura. O artigo 230 do Communications Decency Act (CDA), lei que estabelece responsabilidades na internet, proíbe a retirada do ar de conteúdos em caso de difamação, calúnia ou invasão de privacidade. Nessas situações, cabe apenas punição financeira. Fica evidente que a liberdade de expressão é um pilar tão fundamental da democracia americana que nada deve miná-lo. É um bom exemplo a ser seguido aqui.

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Por que os países são diferentes https://www.luckow.com.br/blog/?p=513 https://www.luckow.com.br/blog/?p=513#respond Thu, 20 Jan 2011 21:55:31 +0000 http://www.luckow.com.br/blog/?p=513 Investigações demonstram que a diferença entre os países pobres e os ricos não é a idade. Isto pode ser demonstrado por países como Índia e  Egito, que têm mais de 2.000 anos e ainda são muito pobres.

Por outro lado, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que apenas 150 anos atrás eram desconhecidos, hoje são países desenvolvidos e ricos.

A diferença entre países pobres e ricos tampouco está nos recursos naturais disponíveis.

O Japão possui um território limitado, 80%  montanhoso, inadequado para a agricultura e a criação de gado, mas é a segunda economia mundial. Este  país é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria-prima de todo o mundo e exportando produtos manufaturados.

Outro exemplo é a  Suíça, que não produz cacau, mas  tem o melhor chocolate do mundo. Em seu pequeno território cria animais e cultiva o solo durante apenas quatro meses no ano. Não obstante, produz laticínios da melhor qualidade. É um país pequeno que oferece uma imagem de segurança, ordem e trabalho, transformando-o no caixa-forte do mundo.

Executivos de países ricos que se relacionam com países pobres evidenciam que não existe diferença intelectual realmente significativa. A raça e a cor da pele tampouco são importantes: imigrantes qualificados como preguiçosos em seus países de origem são a força produtiva de países europeus ricos.

Onde está, então, a diferença?

A diferença é a atitude das pessoas, moldada no decorrer dos anos pela educação e pela cultura.

Ao analisar a conduta das pessoas nos países ricos e desenvolvidos, constatamos que a grande maioria segue os seguintes princípios de vida:

  1. A ética, como princípio básico;
  2. A integridade;
  3. A responsabilidade;
  4. O respeito às leis;
  5. O respeito pelos direitos dos demais cidadãos;
  6. O amor pelo trabalho;
  7. O esforço para economizar e  investir;
  8. O desejo de superar;
  9. A pontualidade.

Nos países pobres, apenas uma minoria segue esses princípios básicos em sua vida diária.

Não somos pobres porque nos faltam recursos naturais ou porque a natureza foi cruel conosco. Somos pobres porque nos falta atitude. Nos falta vontade para cumprir e assumir esses princípios de funcionamento das sociedades ricas e desenvolvidas.

Somos assim por querer tomar vantagem sobre tudo e todos. Somos assim por ver algo que está mal e dizer: “deixa como está!”

Devemos ter atitudes e memória viva. Só assim mudaremos o Brasil de hoje!

Reflita sobre isto e mude! Provavelmente você é uma dessas pessoas que faz a diferença e luta para mudar nossa sociedade corrupta e sem princípios. Mas não esqueça que ainda existem muitos necessitando entender que a falta de princípios é a raiz da miséria.

Pense nisso!

Os pensamentos geram atitudes.

Atitudes geram hábitos.

Hábitos geram um estilo de vida.

Estilo de vida é o reflexo do caráter.

O caráter de um povo é o reflexo daquilo que ele pensa.

E seus representantes no governo, por isto, não pensam diferente.

Nós somos o que pensamos e não o que pensamos que somos.

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Dívida interna e externa do Brasil https://www.luckow.com.br/blog/?p=454 https://www.luckow.com.br/blog/?p=454#respond Mon, 22 Nov 2010 20:05:34 +0000 http://www.luckow.com.br/blog/?p=454 Economista Waldir Serafim

Governo Lula (2002 a 2010) e a dívida interna e externa do Brasil

Ouve-se falar em dívida externa e dívida interna em jornais e TV e nem sempre se entende direito seus significados:

Dívida externa: é uma dívida com os bancos: Mundial, o FMI e outras Instituições no exterior em moeda externa.

Dívida interna: é uma dívida com bancos em R$ (moeda nacional) no país.

Então, quando Lula assumiu o Brasil, em 2002, devíamos:

– Dívida externa = 212 Bilhões
– Dívida interna = 640 Bilhões
– Total da Dívida = 851 Bilhões

Em 2007 Lula disse que tinha pago a dívida externa.
E é verdade, só que ele não explicou que, para pagar a dívida externa, ele aumentou a dívida interna:

Em 2007 no governo Lula:

– Dívida Externa = 0 Bilhões
– Dívida Interna = 1,400 Trilhão
– Total da Dívida = 1,400 Trilhão

Ou seja, a dívida externa foi paga, mas a dívida interna quase dobrou. Agora, em 2010, você pode perceber que não se viu mais na TV e em jornais algo dito que seja convincente sobre a dívida externa quitada.
Sabe por que?
É que ela voltou…

Em 2010 no governo Lula:

– Dívida Externa = 240 Bilhões
– Dívida Interna = 1,650 Trilhão
– Total da Dívida = 1,890 Trilhão

A dívida do Brasil aumentou em 1 trilhão!
Daí é que vem o dinheiro que o Lula gastou no PAC, bolsa família, bolsa educação, bolsa faculdade, bolsa cultura,bolsa para presos, dentre outras mais bolsas…e de onde tirou 30 milhões de brasileiros da pobreza !!!
E não é com dinheiro do crescimento, mas sim, com dinheiro de endividamento!
Maiores detalhes sobre a dívida interna e externa do Brasil:

11 de Fevereiro de 2010

Dívida Interna: perigo à vista

Autor: Waldir Serafim

A dívida interna do Brasil, que montava R$ 892,4 bilhões quando Lula assumiu o governo em 2003, atingiu em 2009 o montante de R$ 1,40 trilhão de reais e, segundo limites definidos pelo próprio governo, poderá fechar 2010 em R$ 1,73 trilhão de reais, quase o dobro. Crescimento de 94% em oito anos de governo.
Para 2010, segundo Plano Nacional de Financiamento do Tesouro Nacional, a necessidade bruta de financiamento para a dívida interna será de R$ 359,7 bilhões (12% do PIB), sendo R$ 280,0 bilhões para amortização do principal vencível em 2010 e R$ 79,7 bilhões somente para pagamento dos juros (economistas independentes estimam que a conta de juros passará de R$ 160,0 bilhões em 2010). Ou seja, mais uma vez, o governo, além de não amortizar um centavo da dívida principal, também não vai pagar os juros. Vai ter que rolar o principal e juros. E a dívida vai aumentar.
A dívida interna tem três origens: as despesas do governo no atendimento de suas funções típicas, quais sejam, os gastos com saúde, educação, segurança, investimentos diversos em infraestrutura, etc.. Quando esses gastos são maiores que a arrecadação tributária, o que é recorrente no Brasil, cria-se um déficit operacional que, como acontece em qualquer empresa ou família, terá que ser coberto por empréstimos, os quais o governo toma junto aos bancos, já que está proibido, constitucionalmente, de emitir dinheiro para cobrir déficits fiscais, como era feito no passado. A segunda origem são os gastos com os juros da dívida. Sendo esses muito elevados no Brasil, paga-se um montante muito alto com juros e os que não são pagos é capitalizado, aumentando ainda mais o montante da dívida. A terceira causa decorre da política monetária e cambial do governo: para atrair capitais externos ou mesmo para vender os títulos da dívida pública, o governo paga altas taxas de juros, bem maior do que a paga no exterior, e com isso o giro da dívida também fica muito alto.
A gestão das finanças de um governo assemelha-se, em grande parte, a de uma família. Quando faz um empréstimo para comprar uma casa para sua moradia, desde que as prestações mensais caibam no seu orçamento familiar, é visto como uma atitude sensata. Além de usufruir do conforto e segurança de uma casa própria, o que é um sonho de toda família, depois de quitado o empréstimo restará o imóvel. No entanto, se uma família perdulária usa dinheiro do cheque especial para fazer uma festa, por exemplo, está, como se diz na linguagem popular, almoçando o jantar. Passado o momento de euforia, além de boas lembranças, só vai ficar dívidas, e muito pesadelo, nada mais.
No caso, o Brasil está mais assemelhado ao da família perdulária: gastamos demais, irresponsavelmente, e entramos no cheque especial. Estamos pagando caro por isso. Como o governo não está conseguindo pagar a dívida no seu vencimento, e nem mesmo os juros, ao recorrer aos bancos para refinanciar seus papagaios, está tendo de pagar um “spread” (diferença entre a taxa básica de juros, Celic, e os juros efetivamente pagos) cada vez mais alto (em 2008 no auge da crise, o governo chegou a pagar um “spread” de 3,5% além da Celic). E isso, além de aumentar os encargos da dívida, é um entrave para a queda dos juros, por parte do Banco Central.
O governo tornou-se refém dos bancos: precisa de dinheiro para rolar sua dívida e está sendo coagido a pagar juros cada vez mais altos (veja os lucros dos bancos registrados em seus balanços). Em 2009, em razão das altas taxas de juros pagas, o montante da dívida cresceu 7,16% em relação ao ano anterior, mesmo o PIB não registrando qualquer crescimento.
O problema da dívida interna não é somente o seu montante, que já está escapando do controle, mas sim qual o destino que estamos dando a esses recursos. Como no caso da família que pegou empréstimo para comprar uma casa própria, se o governo pega dinheiro emprestado para aplicar em uma obra importante: estrada, usina hidroelétrica, etc. é defensável. É perfeitamente justificável que se transfira para as gerações futuras parte do compromisso assumido para a construção de obras que trarão benefício também no futuro.
Mas não é isso que está acontecendo no Brasil. O governo está gastando muito e mal. Tal qual a família perdulária, estamos fazendo festas não obras. Estamos deixando para nossos filhos e netos apenas dívidas, sem nenhum benefício a usufruir. Deixo para o prezado leitor, se quiser, elencar as obras que serão deixadas por esse governo.
Não tenho bola de cristal para adivinhar quem vai ser o próximo presidente da República: se vai ser ele ou ela, mas posso, com segurança, afirmar, que seja quem for o eleito vai ter que pisar no freio, logo no início do governo. Vai ter que arrumar a casa.

Waldir Serafim é economista em Mato Grosso
Fonte: Só Notícias

” O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam.”
(Arnold Toynbee)

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Alea jacta est https://www.luckow.com.br/blog/?p=402 https://www.luckow.com.br/blog/?p=402#respond Sun, 31 Oct 2010 09:20:06 +0000 http://www.luckow.com.br/blog/?p=402 Alea jacta est (a sorte está lançada)

Eu já fiz a minha escolha.
Mas, independente do presidente que for eleito, estou torcendo, muito, para que cumpra, pelo menos, metade do que prometeram os candidatos a esse cargo que será definido hoje.
Na época das eleições, as promessas chegam a ser mirabolantes.
Os problemas por mais difíceis que se apresentam, anos após anos, são resolvidos como num passe de mágica, nos discursos e nas promessas que não acabam.
E fica a pergunta: Esquecem ou simplesmente prometem o que não dá para cumprir?
Acesso à educação, à saúde…
Segurança…
Aumento das aposentadorias.
Melhores estradas.
Empregos, empregos, empregos
Esses juros, que juro, não dá para entender.
Ah! E esses impostos, que não acabam, só iniciam….
Que o Nosso Amigo lá de cima ilumine o eleito e que, se preciso for, cutuque-o  nas horas das decisões que devem ser tomadas para o engrandecimento do nosso querido BRASIL!

José Romeu
Publicado no Recanto das Letras em 30/10/2010
Código do texto: T2587823

 

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Prostituição infantil x Educação https://www.luckow.com.br/blog/?p=345 https://www.luckow.com.br/blog/?p=345#respond Wed, 20 Oct 2010 21:08:04 +0000 http://www.luckow.com.br/blog/?p=345  Alexandra Garcia

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Alexandre Garcia, no programa Bom Dia Brasil, Rede Globo, 20 de outubro de 2010, sobre a prostituição infantil no Nordeste:

– “Alexandre Garcia, o Nordeste é a região onde a prostituição infantil aparece com cores ainda mais fortes, né?”

– “É, mas existe no país inteiro. E, como a gente percebe, é a ignorância e a miséria juntas. Depois vem a droga e a prostituição. E aí… a degradação!

É fácil interromper este ciclo vicioso. Falta “querer”! Bom Dia Brasil mostrou ontem sobre Cingapura: um paraíso que há menos de 50 anos era um lugar pantanoso, pobre, sujo. Assim como a pujante Coréia do Sul: há 60 anos era um lugar arrasado, com maioria analfabeta, pobre. Mas aí veio a vontade! Investiram em educação! E a educação fez o futuro opulento!

Por que não querem educação por aqui? Por que fingem que estão investindo em educação se não investem em professores? Por quê? Porque educação liberta! Liberta da miséria, da dependência, do assistencialismo. Converte escravos de tudo em seres livres, e promove uma mudança. Aquela mudança da inscrição da bandeira do município de São Paulo: “Non Ducor Duco”, “não sou conduzido, mas conduzo”.

Na prostituição infantil do Nordeste, é bom combatermos os aliciadores, quem está promovendo isso, mas é preciso chegar às origens: a educação e formação. Pegando filhos, pais e professores e escolas. Coisa para revolução. Se os donos dos votos deixarem“.

Fonte: Rede Globo

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A política do “Pão e circo” https://www.luckow.com.br/blog/?p=340 https://www.luckow.com.br/blog/?p=340#respond Tue, 19 Oct 2010 18:28:23 +0000 http://www.luckow.com.br/blog/?p=340 Por: Bruna Rocha Witt 

Na Roma antiga, a escravidão na zona rural fez com que vários camponeses perdessem o emprego e migrassem. O crescimento urbano acabou gerando problemas sociais e o imperador, com medo que a população se revoltasse com a falta de emprego e exigisse melhores condições de vida, acabou criando a política “panem et circenses”,  a política do pão e circo. Este método era muito simples: todos os dias havia lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu) e durante os eventos eram distribuídos alimentos (trigo, pão). O objetivo era alcançado, já que ao mesmo tempo em que a população se distraia e se alimentava também esquecia os problemas e não pensava em rebelar-se. Foram feitas tantas festas para manter a população sob controle, que o calendário romano chegou a ter 175 feriados por ano. 

Esta situação ocorrida na Roma antiga é muito parecida com o Brasil atual. Aqui o crescimento urbano gerou, gera e continuará gerando problemas sociais. A quantidade de comunidades (também conhecidas como favelas) cresce desenfreadamente e a condição de vida da maioria da população é difícil. O nosso governo, tentando manter a população calma e evitar que as massas se rebelem criou o “Bolsa Família”, entre outras bolsas, que engambela os economicamente desfavorecidos e deixa todos que recebem o agrado muito felizes e agradecidos. O motivo de dar dinheiro ao povo é o mesmo dos imperadores ao darem pão aos romanos. Enquanto fazem maracutaias e pegam dinheiro público para si, distraem a população com mensalidades gratuitas. 

Estes programas sociais até fariam sentido se também fossem realizados investimentos reais na saúde, educação e qualificação da mão-de-obra, como cursos profissionalizantes e universidades gratuitas de qualidade para os jovens. Aquela velha frase “não se dá o peixe, se ensina a pescar” pode ser definida como princípio básico de desenvolvimento em qualquer sociedade. E ao invés dos circos romanos, dos gladiadores lutando no Coliseu, temos nossos estádios de futebol e seus times milionários. O brasileiro é apaixonado por este esporte assim como os romanos iam em peso com suas melhores roupas assistir as lutas nos seus estádios. O efeito político também é o mesmo nas duas épocas: os problemas são esquecidos e só pensamos nos resultados das partidas. 

A saída desta dependência é a educação, e as escolas existem em nosso país, mas há muito que melhorar. Os alunos deveriam sair do Ensino Médio com uma profissão ou com condições e oportunidades de cursar o nível superior gratuitamente, e assim garantir seu futuro e de seus descendentes. Proporcionar educação de qualidade é um dever do estado, é nosso direito, mas estamos acomodados e acostumados a ver estudantes de escolas públicas sem oportunidades de avançar em seus estudos, e consideramos o nível superior como algo para poucos e privilegiados (apenas 5% da população chega lá). Precisamos mudar nossos conceitos e ver que nunca é tarde para exigirmos nossos direitos.     

Somente com educação e cultura os brasileiros podem deixar de precisar de doações e assim, se desligar desse vínculo com o “pão e circo”, pois estes são os meios para reduzir a pobreza. Precisamos de governos que não se aproveitem das carências de seu povo para obter crescimento pessoal, e sim que deseje crescer em conjunto. 

Perfil do Autor

Sou estudante do Curso de Letras e trabalho em um Jornal. Moro na cidade de Osório, Rio Grande do Sul.

(Artigonal SC #584140)

Fonte do Artigo – http://www.artigonal.com/politica-artigos/a-politica-do-pao-e-circo-584140.html

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Salário dos políticos https://www.luckow.com.br/blog/?p=297 https://www.luckow.com.br/blog/?p=297#respond Sun, 17 Oct 2010 18:47:32 +0000 http://www.luckow.com.br/blog/?p=297 A cada eleição no Brasil um maior número de candidatos que, preenchendo ou não os requisitos para o exercício da política, buscam a chance de estabilidade e de um bom salário… Ou não?

Do programa Bom Dia Brasil (há 2 anos!):

A imagem do Congresso: um estudo da Organização Transparência Brasil concluiu que os parlamentares brasileiros são os mais caros do mundo! O minuto trabalhado, aqui, custa ao contribuinte R$ 11.545,00 (onze mil, quinhentos e quarenta e cinco reais).

Por ano, cada Senador não sai por menos de R$ 33.000.000,00 (trinta e três milhões de reais). O custo anual de um deputado é de R$ 6.600.000,00 (seis milhões e seiscentos mil reais).

Os valores gastos com o Congresso causam ainda mais espanto quando comparados a países mais ricos do que o Brasil. Se fizermos a média dos custos de deputados e senadores, cada parlamentar do Brasil sai por R$ 10.200.000,00 (dez milhões e duzentos mil reais) por ano!

Comparativamente, os gastos com os parlamentares em relação a outros países são:

Brasil: …………………………. R$ 10.200.000,00

Itália: ………………………….. R$   3.900.000,00

França: pouco mais de     R$   2.800.000,00

Argentina: …………………… R$   1.300.000,00

Espanha: ……………………… R$      850.000,00

Este custo se repete nas assembléias legislativas e o pior exemplo está em Brasília: cada um dos 24 deputados distritais custa por ano quase R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais).

E os vereadores, no Rio e em São Paulo, cada um sai por pelo menos por R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais).

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E os valores atuais a cada parlamentar, mensalmente:

Senador:

– Salário médio: R$ 16.000,00

– Auxílio moradia: R$ 3.800,00

– 25 litros de combustível/dia (cerca de R$ 1.900,00)

– Carro oficial

– Verba indenizatória (despesas de gabinete: lápis, papel, funcionários): R$ 15.000,00
….
Deputado Federal:

– Salário médio: R$ 16.000,00

– Auxílio moradia: R$ 3.000,00

– Verba indenizatória (despesas de gabinete: lápis, papel, funcionários): R$ 15.000,00

– Passagens aéreas: entre R$ 4.700,00 e R$ 18.700,00

– Líder de bancada, vice-líder, presidente ou vice-presidente recebem comissão permanente de R$ 5.513,00
….
Deputado Estadual:

– Salário médio: R$ 12.000,00

– Auxílio moradia: R$ 2.250,00

– Jetons por sessão extra: R$ 619,20

– Verba indenizatória: R$ 20.000,00

– Cota de postagens e telefonia: R$ 5.000,00

– Passagens por ano: R$ 7.000,00

Fonte: Congresso em foco

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Seriam os altos salários o motivo das candidatura até de famosos? Não sei…

Leitura sugerida: diário2.com

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Famosos na eleição 2010 https://www.luckow.com.br/blog/?p=261 https://www.luckow.com.br/blog/?p=261#respond Tue, 05 Oct 2010 20:06:19 +0000 http://www.luckow.net.br/blog/?p=259 Se a competência política estiver diretamente ligada à fama que faziam em suas atividades, estaremos bem representados. Os eleitos, agora em cargos públicos, terão de deixar de serem artistas para administrarem uma nação.

Para Humberto Dantas, professor de Ciência Política da USP, apesar de terem todo o direito a concorrerem,  a grande questão é: o que esses indivíduos estão nos oferecendo em termos de propostas de projeto?

Para David Fleischer, professor de Ciência Política da UnB, votar em celebridades pode ser uma forma de o eleitor demonstrar sua insatisfação. “O povo não sabe escolher direito ou bem. O eleitor fica alienado, não consegue escolher nenhum candidato. Então, diz: vou votar naquele. É um protesto.”

Seja como for, estamos agora na dependência daqueles a quem o povo elegeu…

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FAMOSOS MAIS VOTADOS
Candidato Cargo Partido Estado Nº de votos
Wagner Montes (eleito) Deputado estadual PDT RJ 528.628
Marques (eleito) Deputado estadual PTB MG 153.225
Leandro do KLB Deputado estadual DEM SP 62.398
Bebeto Tetra (eleito) Deputado estadual PDT RJ 28.328
Miryan Rios (eleita) Deputado estadual PDT RJ 22.169
Reginaldo Rossi Deputado estadual PDT PE 14.934
Gaúcho da Fronteira Deputado estadual PTB RS 13.667
Juca Chaves Deputado estadual PR SP 13.217
Tiririca (eleito) Deputado federal PR SP 1.353.367
Danrlei Goleiro (eleito) Deputado federal PTB RS 173.787
Romário (eleito) Deputado federal PSB RJ 146.859
Stepan Nercessian (eleito) Deputado federal PPS RJ 84.006
Marcelinho Carioca Deputado federal PSB SP 62.395
Popó Deputado Federal PRB BA 60.235
Kiko do KLB Deputado federal DEM SP 38.069
Agnaldo Timóteo Deputado federal PR SP 25.172
Batoré Deputado federal PP SP 23.042
Vampeta Deputado federal PTB SP 15.300
Jean Wyllis (eleito) Deputado federal PSOL RJ 13.018
Netinho Senador PC do B SP 7.772.927
Waguinho Senador PT do B RJ 1.295.946
Moacyr Franco Senador PSL SP 411.642
Renner – cantor Senador PP GO 76.410
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